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Ministro russo promete defender cristãos perseguidos no Oriente Médio

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Sergey Lavrov reconhece que os cristãos foram os que mais sofreram com a perseguição no Oriente Médio, onde 80% já fugiram do Iraque e Síria.

Sergey Lavrov é o ministro das Relações Exteriores da Rússia. Ele afirmou que um dos objetivos do país é a convivência pacífica de diferentes grupos religiosos no Oriente Médio. Seu discurso foi feito durante a terceira reunião da cúpula de Diálogos Mediterrâneos em Roma, nos dias 1 e 2 de dezembro.

Os participantes desse encontro debateram as três principais questões da região: migração, terrorismo e desenvolvimento. Sergey Lavrov deu atenção especial ao futuro dos cristãos e disse que as minorias cristãs são as que mais sofreram com a violência e o êxodo. Ele pontuou: “O futuro dos cristãos no Oriente Médio é muito importante”.

Já Vladimir Putin, o presidente da Rússia, disse ao Conselho de Bispos de Moscou que espera que a igreja ortodoxa da região exerça um papel fundamental em ajudar a população da Síria a reconstruir sua nação.

Classificada como “lenta”, a ajuda da comunidade internacional está obrigando ONGs e igrejas a intervir. É o exemplo dessas três grandes igrejas do Iraque, que formaram um comitê para trabalhar juntas. Um líder cristão que ajuda a cuidar de refugiados sírios, dentre eles muitos cristãos, disse que a mídia do Ocidente não entende o que está acontecendo na Síria e no Iraque.

Sergey Lavrov salientou: “Se nós permitirmos que a Síria desmorone, como alguns estrangeiros não se importariam, isso repercutiria em toda a região de modo muito negativo”. O ministro ainda disse que a Síria protege os cristãos e outras minorias, mas os países do Ocidente precisam discutir um programa de paz para o Oriente Médio.

Quem está se preparando para visitar o Oriente Médio é Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos. Ele deve desembarcar no fim desse mês. Em outubro ele anunciou que o Departamento de Estado norte-americano favoreceria grupos religiosos. Além disso, ressaltou que favoreceria a Agência para Desenvolvimento Internacional a ajudar os cristãos perseguidos e outras minorias.

Publicado em junho, um relatório sobre o movimento dos cristãos no Oriente Médio diz que 50% a 80% da população cristã do Iraque e Síria fugiram desde o começo da guerra civil em 2011. Neste contexto, muitos deles não pretendem voltar. E mesmo que alguns tenham começado a voltar para suas casas, as ameaças permanecem. Um dos fatores que mais atrapalham é a falta de segurança. Além disso, há o custo para reconstruir que é alto.

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